História

ACADEMIA DE FUTEBOL PÉROLAS NEGRAS

Criada no Haiti em 2011 pelo Viva Rio, a Academia de Futebol Pérolas Negras ajuda jovens a buscarem oportunidades para traçarem uma nova história e um futuro melhor através do futebol. É, simultaneamente, centro de treinamento, escola e residência, onde os atletas dormem e obedecem a uma rotina que inclui estudo formal e profissionalizante, treinos e momentos de lazer. O recrutamento no Haiti é realizado através da organização dos torneios informais do futebol de rua local. Técnicos escolhem os melhores talentos para treinar em instalações modernas, localizada nos arredores de -au-Prince, em área de 50 mil metros quadrados. Mais de 120 jovens atletas, entre moças e rapazes, frequentam a Academia e tem se desenvolvido em diversas áreas.

Do Haiti para o Brasil

No Brasil as atividades foram iniciadas em 2016, com a inauguração do moderno Centro de Treinamento na região do Vale do Café, na cidade de Paty do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro. Os jovens que se destacam no Haiti– assim como na Venezuela e na Jordânia -, são convidados a viver no Brasil, onde encontram chances reais de continuar sua formação escolar e desportiva, com oportunidades de inserção no mercado mundial de futebol.

A Globalização dos Pérolas Negras

A Academia de Futebol Pérolas Negras é a única instituição das Américas que abriga um time mundial de refugiados, atualmente integrados por haitianos, sírios, venezuelanos e brasileiros em situação de vulnerabilidade. No Brasil, o time se registrou como equipe profissional na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, com trabalho também nos níveis de base, sub 20 e sub 17, e com equipe feminina. Para surpresa do mundo esportivo brasileiro, o Pérolas Negras sagrou-se campeão da Série C do Campeonato Carioca nas categorias profissional e sub 20. Disputará a Série B2 neste ano de 2018. A globalização do projeto tem sido consolidada a partir da visita realizada por uma equipe técnica ao Campo de Zaatari, na Jordânia, para selecionar novos atletas, desta vez, sírios.