Pérolas do oriente no Esporte Espetacular

Uma partida de futebol começou no Oriente Médio e só vai terminar no Brasil, em meados de junho, três meses depois de iniciada. O apito final soará com a chegada de cinco jovens atletas sírios ao Centro de Treinamento da Academia de Futebol Pérolas Negras, no município de Paty de Alferes, no Rio de janeiro.

Será o resultado da missão que levou ao campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, uma equipe de profissionais brasileiros para selecionar novos atletas, desta vez sírios, para integrar o Pérolas Negras, time mundial de refugiados do Viva Rio. O pontapé inicial, na verdade, foi um exaustivo trabalho para escolher os melhores jogadores e um treinador de futebol entre os jovens que vivem em Zaatari, o maior campo da Jordânia, com 80 mil refugiados sirios.

Essa linda história, contada em quatro episódios, continua amanhã, dia 6 de maio, domingo, com o segundo episódio “A Partida” no ESPORTE ESPETACULAR da TV Globo. A série narra todo o processo de seleção dos novos Pérolas, com a condução do repórter Pedro Bassan.

Mais de 200 residentes, a maioria jovens e do sexo masculino, compareceram ao bem cuidado estádio de grama sintética, mantido pela “UEFA Foundation for Children” em parceria com a Asian Football Development Projetct (AFDP) e o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR).

Na primeira fase foram observados 120 jovens, submetidos a testes para apurar as condições físicas e as habilidades com a bola. Deste total, foram escolhidos 50 atletas.

Na segunda etapa, chegou-se a 25, depois 16, e por fim, cinco jogadores e um treinador. Dois dos escolhidos são refugiados que moram fora do campo, na periferia da capital, Amã. A torcida participou ativamente da seleção, gritando, vibrando e promovendo danças nos intervalos.

Ao final do processo, os jogadores que chegaram às últimas etapas formaram uma equipe que enfrentou, em partida amistosa, no campo de de grama sintética de Zaatari, os “Jordan Knights”-um time formado por jovens de classe média moradores de Amã. Os refugiados perderam para os visitantes por 3 a 2.

Veja o primeiro programa.

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