Badio constrói seus sonhos junto ao Pérolas Negras

Morando há 2 anos no Brasil e selecionado em uma das peneiras do Pérolas Negras no Haiti, o Zagueiro de 18 anos do Sub-20 Badio revela como o clube o ajudou a prosperar na vida.

“Eu sai do Haiti após passar em um teste do Pérolas Negras. Foi um campeonato de um mês. Fui escolhido pelo técnico. Treinei na academia do Pérolas Negras no Haiti, e me destaquei, logo fui escolhido para jogar no Pérolas Negras do Brasil” diz Badio.

O recrutamento no Haiti é realizado através da organização dos torneios informais do futebol de rua. Técnicos escolhem os melhores talentos para treinar em instalações modernas, localizada nos arredores de Porto Príncipe, em área de 50 mil metros quadrados. Mais de 120 jovens atletas, entre moças e rapazes, frequentam a Academia. Os maiores destaques recebem a oportunidade de virem ao Brasil para construir um futuro melhor.

Mas para o ‘zagueirão’, o momento mais difícil de sua vinda ao Brasil foi contar a novidade para sua mãe: “Eu tinha medo, não sabia o que estava na cabeça da minha mãe, eu era um menino, eu era tudo para ela. No dia que recebi a notícia que viria ao Brasil, eu fiquei com medo de contá-la. Eu disse ao meu irmão, ele que contou a novidade. Mas minha mãe ficou muito feliz. Ela falou: Claro meu filho! Você poder ir em busca de seu sonho” relatou.

Totalmente adaptado à cultura brasileira, Badio tem como inspiração o zagueiro David Luiz do Chelsea, e espera fazer muito sucesso no Brasil e na Europa, e para isso, conta com o apoio do Pérolas Negras para alcançar seus sonhos.

“Desde de criança o Brasil estava no meu coração. O Pérolas Negras tem me ajudado a realizar meus sonhos, o principal deles é se tornar um jogador profissional e no futuro, atuar na Europa. Outro sonho é trazer minha mãe para o Brasil. A saudade está me matando. Depois de trazê-la, eu vou buscar meus outros familiares.” afirmou.

Além de abraçar os brasileiros, o Pérolas Negras conta com jogadores do Haiti, Síria e Venezuela. O Foco do clube é ser cada vez mais reconhecido como o time mundial dos refugiados.

Por: Nathã Soares

Foto: Vitor Madeira

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