Pérolas Negras estreia na Série C com vitória por W.O.

O Pérolas Negras foi declarado vencedor, por 3×0, da partida que seria disputada contra o Campo Grande no próximo domingo, 30/07, pela primeira rodada da Série C do Campeonato Carioca de futebol. Dessa forma, ainda que não da maneira como gostaria, o Pérolas Negras cumpre o objetivo de estrear com vitória no torneio. O Campo Grande não conseguiu cumprir todas as exigências para disputar a partida dentro do prazo regulamentar.

 

 

Para que um atleta tenha condição de disputar uma partida oficial do Campeonato Carioca é preciso que o mesmo tenha sido inscrito no campeonato e tenha tido seu contrato de trabalho registrado no Boletim Informativo de Registro de Atletas (BIRA) da FERJ, ambos os atos praticados dentro dos prazos estabelecidos em regulamento específico da competição. Infelizmente o Campo Grande não conseguiu regularizar seus atletas nesse prazo.

Outros três confrontos foram suspensas porque equipes envolvidas tampouco conseguiram regularizar seus jogadores no prazo, e as quatro partidas que completam a primeira rodada serão realizadas entre os próximos domingo (30) e segunda (31). Os Pérolas Negras vão agora se preparar para a segunda rodada, no dia 06/08, quando enfrentam o 7 de Abril no estádio Jair Toscano em Angra dos Reis. O próximo jogo em casa é em 10/08 contra o Paraíba do Sul.

O Pérolas lamenta pelo Campo Grande não ter conseguido regularizar seus jogadores, já que gostaria de disputar e ganhar a partida no campo, onde o futebol deve ser decidido, mas ao mesmo tempo tem orgulho de ter trabalhado bem do ponto de vista jurídico e institucional para regularizar seus jogadores para a estreia. Torcemos para que o Campo Grande consiga cumprir os prazos a tempo de participar normalmente da segunda rodada do torneio.

Veja aqui a resolução da FERJ sobre a primeira rodada do Carioca.

Academia Pérolas Negras recebe visita da Sodexo

Uma equipe da Sodexo Brasil visitou o Centro de Treinamento do Pérolas Negras, em Paty do Alferes, para acompanhar a evolução do projeto. A empresa garantiu a continuidade do patrocínio ao time de futebol, nas categorias sub-17, sub-20 e profissional, e doou uma tonelada de alimentos para a Academia, através do Instituto Stop Hunger.

Na visita, foram apresentados os novos integrantes do time de futebol, que disputará o Campeonato Carioca na Série C. Os visitantes conversaram com o staff técnico e conheceram de perto o aspecto educacional do projeto, de inclusão social através do esporte, preparando os jovens atletas para uma atuação de sucesso no esporte e na vida.

 

Pérolas Negras apresenta elenco que vai disputar a Série C do Carioca

A Academia Pérolas Negras apresentou, em Paty do Alferes, o time que vai disputar a Série C do Campeonato Carioca de Futebol. A equipe tem 39 atletas, sendo 15 refugiados haitianos e 24 brasileiros, dos quais dois são da região sul do Rio de Janeiro, onde fica a academia. É a primeira vez que o clube, criado para gerar impacto social através do esporte, chega a disputar uma competição de futebol profissional.

“É um sonho que vira realidade em capítulos. Aproveitamos a popularidade do futebol de rua no Haiti como força integradora e tivemos a ideia de dar qualidade e organização para os talentos que encontramos”, disse Rubem César Fernandes, Diretor do Viva Rio. “Hoje somos uma escola formadora e buscamos replicar a experiência haitiana com refugiados no Oriente Médio. Futebol é escola de resolução pacífica, de democracia, e queremos plantar essa raiz lá também.”

O evento em Paty do Alferes teve a presença da população, de parceiros locais e do prefeito do município, Juninho Bernardes, que reforçou o comprometimento da prefeitura em levar uma parceria com a Academia para as escolas públicas da região. “O programa não é apenas esportivo, é também social. Hoje é o primeiro passo de uma história muito bonita e tenho muito orgulho de ter os Pérolas Negras aqui em Paty”, disse Juninho.

Os meninos também apresentaram o novo uniforme do time, com desenhos sagrados em creole haitiano que representam ataque, coração e defesa. Esses grafismos se chamam Veve – que significa literalmente as pinturas feitas no chão em cerimônias religiosas, mas também quer dizer um drible perfeito, um “desenho no chão”.

Pérolas Negras apresenta elenco que vai disputar a Série C do Carioca

A Academia Pérolas Negras apresentou, em Paty do Alferes, o time que vai disputar a Série C do Campeonato Carioca de Futebol. A equipe tem 39 atletas, sendo 15 refugiados haitianos e 24 brasileiros, dos quais dois são da região sul do Rio de Janeiro, onde fica a academia. É a primeira vez que o clube, criado para gerar impacto social através do esporte, chega a disputar uma competição de futebol profissional.

“É um sonho que vira realidade em capítulos. Aproveitamos a popularidade do futebol de rua no Haiti como força integradora e tivemos a ideia de dar qualidade e organização para os talentos que encontramos”, disse Rubem César Fernandes, Diretor do Viva Rio. “Hoje somos uma escola formadora e buscamos replicar a experiência haitiana com refugiados no Oriente Médio. Futebol é escola de resolução pacífica, de democracia, e queremos plantar essa raiz lá também.”

O evento em Paty do Alferes teve a presença da população, de parceiros locais e do prefeito do município, Juninho Bernardes, que reforçou o comprometimento da prefeitura em levar uma parceria com a Academia para as escolas públicas da região. “O programa não é apenas esportivo, é também social. Hoje é o primeiro passo de uma história muito bonita. Tenho muito orgulho de ter os Pérolas Negras aqui em Paty”, disse Juninho.

Os jogadores também apresentaram um dos novos uniforme do time, com desenhos sagrados em creole haitiano que representam ataque, coração e defesa. Esses grafismos se chamam Veve – que significa literalmente as pinturas feitas no chão em cerimônias religiosas, mas também quer dizer um drible perfeito, um “desenho no chão”.

 

CHEGADA AO HAITI

Em 2004, por conta da experiência em mediação de conflitos nas comunidades do Rio de Janeiro, o Viva Rio foi convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a participar da missão de paz no Haiti. O cenário que encontramos em Porto Príncipe, capital do país caribenho, foi de confrontos armados entre gangues rivais e uma população sofrendo com serviços precários em uma zona de guerra. 

Nossa missão era chegar até os grupos paralelos com uma proposta de resolução do conflito, esforço que levou à assinatura de diversos acordos de paz. Foi preciso encontrar caminhos de diálogo e entrar em lugares que pareciam impenetráveis, o que fizemos compartilhando alegria, leveza e uma atitude positiva – poderosos artifícios onde o sentimento geral é de desesperança. Conseguimos estabelecer uma comunicação com os bairros mais violentos levando música para os jovens, apoiando festas populares e reunindo as comunidades em ocasiões que iam de cerimônias tradicionais a um bloco de carnaval.

Atuar contra a violência envolve oferecer alternativas. Abrimos um centro comunitário na área mais conflagrada da cidade, onde estamos até hoje com programas de esporte e cultura. Criamos também iniciativas de tratamento de água e esgoto, mutirões de limpeza e ações de educação cívica. E foi no Haiti que surgiu a Academia de Futebol Pérolas Negras, uma iniciativa pioneira do Viva Rio que funciona como casa, escola e centro de treinamento para jovens em busca de um futuro melhor através do futebol.

Nossa equipe estava no Haiti e prestou os primeiros socorros no terremoto que devastou o país em 2010. O conhecimento de campo do Viva Rio foi decisivo para dar apoio aos órgãos humanitários internacionais que chegavam sem conhecer as ruas locais. Quando as equipes de emergência foram embora, nós continuamos lá, ajudando as pessoas a reerguer a vida e o país depois de uma catástrofe que matou mais de 250 mil pessoas.

Com as experiências no Haiti e no Rio de Janeiro, desenvolvemos uma espécie de tecnologia social que pode ser replicada em outras áreas conflagradas. Ela envolve a capacidade de articular com atores locais, se inserir em comunidades pobres e violentas e cumprir funções mediadoras entre o interior e o exterior desses territórios, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de quem vive ali.

 

Haiti sub-17 vence sub-20 do Fluminense em Xerém

Ontem, quinta-feira 30/03, a seleção haitiana sub-17 deu uma prova de força. Treinada pelos Pérolas Negras e na reta final da preparação para as Eliminatórias do Mundial da categoria, a equipe foi a Xerém e, contra todas as expectativas, venceu um time sub-20 do Fluminense por 2×0 com direito a golaço de Belus Anderson.

É importante ressaltar que a seleção haitiana têm jogadores nascidos em 2000 e 2001, enquanto o time que o Tricolor mandou a campo era formado por atletas nascidos em 1999. Como se sabe, nas categorias de base um ou dois anos costumam fazer muita diferença em termos de desenvolvimento não apenas físico mas também técnico.

Isso não foi um problema para o Haiti, que compensou a grande diferença física batalhando por cada espaço do campo e aplicando tudo aquilo que foi pedido pela comissão técnica. O sistema defensivo esteve sólido e o ataque deu muito trabalho aos gigantes defensores do Fluminense aliando técnica, dribles e alta velocidade.

Superada a dificuldade inicial para manter a posse de bola, o Haiti aos poucos encontrava espaços e conseguia encaixar seu jogo, até que aos 36 minutos, após bela troca de passes, Belus Anderson avançou e chutou de longe acertando o ângulo para abrir o placar. O segundo gol veio logo no começo do segundo tempo, após falta sofrida por Valdo e cobrada por Obenson com efeito e categoria.

O Fluminense foi para cima, mas esbarrou na atuação do goleiro Gooly, que fechou o gol e garantiu a empolgante vitória. A seleção haitiana fez uma partida excelente, muito competitiva e regular, e a cada dia se mostra mais preparada para disputar uma vaga no Mundial da Índia em setembro. As Eliminatórias acontecem no Panamá, a partir do final de abril, e Honduras, Panamá e Curaçao completam o grupo do Haiti.

Virada histórica do sub-17 do Haiti sobre o Vasco

No dia 20 de dezembro de 2000 o Vasco conseguiu uma das maiores viradas da história do futebol. Era a final da Copa Mercosul, o jogo era no antigo Palestra Itália e o Vasco foi campeão vencendo o Palmeiras por 4×3 após ir para o intervalo perdendo por 3×0. Romário fez 3 gols e Juninho Paulista comandou a virada.

Os meninos do sub-17 do Vasco não haviam nascido ou eram bebês de colo nesse dia histórico de justamente 17 anos atrás. De 2000 a 2017 o mundo mudou num ritmo sem precedentes, mas o futebol, ao que tudo indica, segue como a maior invenção do homem. E ontem foi a vez do Vasco experimentar o outro lado.

O jogo amistoso entre os sub-17 do Vasco e da seleção do Haiti, formada por atletas do Pérolas Negras, foi realizado em Manguinhos. O time carioca treina para o estadual da categoria enquanto a seleção haitiana se prepara para a última fase das eliminatórias para a Copa do Mundo, que vai ser em abril, no Panamá.

A partida foi disputada em 3 tempos de 30 minutos. O Vasco vencia por 3×0 até o último tempo, quando os reservas entraram em campo para mudar os rumos de um duelo que muitos já davam como perdido. Dayase, Mikael, Nael e Casseus marcaram 4 gols em 18 minutos e nos lembraram que nada é impossível no futebol.

A heroica virada do sub-17 haitiano foi um prêmio justo para uma equipe que cometeu erros individuais e perdeu muitas chances de gol, mas envolveu o adversário, não se abateu com a falta de sorte e acreditou até o fim na vitória. Um resultado que nos enche de esperança para a rodada final das eliminatórias.

Pérolas Negras conquistam torcedores da Copinha

Os Pérolas Negras saíram da Copa São Paulo Júnior com sensação definida pelo técnico Rafael Novaes: “A classificação não veio, mas o bom futebol ficou”. Após duas derrotas consecutivas, contra o Goiás e o Cori Sabbá, a equipe haitiana precisava de quatro gols de diferença contra o Nacional na partida disputada neste domingo (08.01), no Estádio Nicolau Alayon, na zona Oeste de São Paulo. Mas só marcou dois gols.

O técnico orienta os jogadores no intervalo da partida contra o Nacional | Fotos: Vitor Madeira

“Encerramos nossa participação com honra, jogando melhor que o adversário. Deixamos todos boquiabertos com nosso futebol mas ainda temos muito que evoluir. É um time aguerrido, com muita vontade de jogar futebol”, completou Novaes. Depois de sofrer um pênalti, Fenelon marcou o primeiro gol dos haitianos. O segundo foi de Angelus Exilus, ficou, porém, a frustração de uma bola na trave e de um pênalti não marcado.

Embora não causasse o impacto da primeira participação, em 2016, quando foi recebido como queridinho da competição pelos torcedores, dessa vez os Pérolas Negras do Haiti, projeto do Viva Rio e único time estrangeiro da Copinha, continuaram a atrair admiração do público, sobretudo pela garra que demonstraram.

Quem virou fã de carteirinha, por exemplo, foi o jornalista Dennys Carvalho, do site torcedores.com, que assumiu sua adesão aos haitianos na reportagem que postou nesta segunda-feira (09.01), intitulada “O dia que virei torcedor dos Pérolas Negras”.
Acompanhe um trecho da reportagem: “O Pérolas Negras estavam melhores na partida e empolgavam o pequeno grupo de torcedores haitianos, com muita animação e gritos de incentivo. Fui para lá. E quer saber? valeu muito a pena.

(Texto: Celina Côrtes | Fotos: Vitor Madeira)

Pérolas Negras investem em classificação na Copinha

No que depender da expectativa do desempenho dos Pérolas Negras Sub-20 na Copa São Paulo Júnior pelo gerente da equipe haitiana, Marcos Baddai, a campanha será muito superior à de 2016, quando os jogadores disputaram a primeira Copinha e acabaram se radicando em Paty do Alferes, no sul fluminense.

Modelo de camiseta adotado pela equipe | Foto: Vitor Madeira

“Por tudo o que foi feito ao longo do ano temos condições de sonhar em passar da primeira fase. Isso nos traria muita satisfação e acredito que seja plenamente possível”, observou Baddai. Animado com o desempenho dos jogadores, ele especula ainda que um golpe de sorte na fase do mata mata pode evitar a disputa com um adversário fortíssimo: “Também podemos sonhar em dar mais este passo na competição”, completa.

Baddai

Baddai acredita na possibilidade de passar da primeira fase da competição| Foto: Vitor Madeira

O técnico Rafael Novaes também está otimista: “Estamos confiantes, esperando melhorar nossa participação em relação a 2016 e brigar pela classificação. Vamos ter de jogar muito para botar em prática tudo o que eles aprenderam durante um ano de trabalho no Brasil.”

Rafael N

Rafael novas está confiante na briga pela classificação na Copa São Paulo Júnior | Foto: Vitor Madeira

A  equipe haitiana, que voltará a ser a única estrangeira da competição, está no Grupo 24, série C, e estreia na quarta-feira 04, às 16h, no Estádio Nicolau Alayon, contra o Esporte Clube Goiás. A disputa ocorre dentro da sede do Nacional Atlético Clube, em Água Branca, no distrito da Barra Funda, zona Oeste de São Paulo. Na sexta-feira 06, os Pérolas Negras jogam contra o Cori Sabbá, do Piauí, no mesmo horário e estádio.

 

Vem torcer pelo Pérolas Negras na Copinha SP 2017

 

(Texto: Celina Côrtes| Fotos: Vitor Madeira)

 

Pérolas Negras Sub 17 vão focar na Copinha

Ainda não foi dessa vez, mas chegou bem perto. Depois de uma campanha vitoriosa, marcada por  goleadas, os Pérolas Sub 17 fizeram um gol contra o Aymorés aos dois minutos do primeiro tempo, na disputa final da Copa Alterosa, realizada domingo (18) no Avelar, em Paty do Alferes. A partida, porém, terminou com empate, após uma falta cometida na entrada da área. “O Aymorés adotou a estratégia da bola parada que deu certo”, observou o técnico Rafael Novaes. “Agora vamos focar no Sub 17 para a Copinha (Copa São Paulo Júnior) e na última fase do campeonato internacional da categoria, no Panamá”, completou.

Rafael

Rafael Novaes: “Agora o foco dos Sub 17 será a Copa São Paulo Júnior | Foto: Vitor Madeira

Rafael Novaes: “Agora vamos focar os Sub 17 na Copa São Paulo Júnior

Os jogadores Sub 17 já confirmados para participar da competição paulista, de 02 a 25 de janeiro, são Belus Anderson; Elysee Nael (Zeguê); Basquin Iverson e Guilaume Jimylson.

(Texto: Celina Côrtes | Fotos: Vitor Madeira)