Equipe haitiana vai disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016

Na 57ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, ou Copinha, 112 times, com equipes sub-20, vão disputar o título do torneio. Ao todo, 28 estádios, divididos entre os municípios de São Paulo, vão receber os jogos a partir do dia 02 de janeiro. Entre eles, está o estádio Martins Pereira, em São José dos Campos e o Conde Rodolfo Crespi, na Mooca.

A grande novidade desta edição é a participação dos Pérolas Negras, equipe de futebol haitiana, que será a única estrangeira a participar da Copinha. Na primeira partida, no próximo dia 03, os jogadores vão encarar o Juventus, no dia 05, o América FC e no dia 07, a equipe do São Caetano. Os jogos vão acontecer no estádio Rodolfo Crespi, aonde todos os times do grupo 28 vão se enfrentar.

Os atletas desembarcam no Rio de Janeiro no fim deste mês de dezembro e vêm para ficar. Estarão provisoriamente instalados em um Centro de Treinamento (CT) do Viva Rio, localizado em Miguel Pereira, no Centro-Sul Fluminense. Eles formarão uma equipe mesclada com atletas brasileiros para disputar os campeonatos realizados no país.

Não é a primeira vez que um time estrangeiro vai participar da competição. Em 2014, o time japonês, Kashiwa Reysol, foi o primeiro time de fora a passar da fase inicial de grupos. Segundo a Federação Paulista de Futebol, a final já está com data marcada para o dia 25 de janeiro, mesmo dia do aniversário da cidade de São Paulo. O Corinthians é o atual campeão da Copa São Paulo e também o maior vencedor, com nove títulos.

Resultado de um projeto social

Iniciado em 2011, um ano após o terremoto que causou a morte de milhares de pessoas no país caribenho, o projeto executado pelo Viva Rio, incentiva a participação dos jogadores em competições internacionais que representem o Haiti. Em agosto, a equipe sub-15 esteve no Rio para a disputa da Copa da Amizade Brasil-Japão, no Centro de Futebol Zico – o ex-jogador é apoiador da ação. A equipe também esteve no Brasil em 2014, quando enfrentaram a Seleção Brasileira de Favelas.

Academia Pérolas Negras

Localizada na região de Bon Repos, ao norte de Porto Príncipe, onde são supervisionados por uma competente equipe técnica, o complexo dispõe de quatro campos de futebol, uma piscina, uma área de ginástica e pode acomodar até 110 atletas – meninos e meninas – que lá vivem, estudam e se tornam profissionais de futebol. Formar atletas haitianos, promover os talentos locais em competições internacionais, aumentar a empregabilidade dos técnicos, perpetuar o legado do futebol no Haiti e, acima de tudo, promover a inclusão social e a cidadania a partir do esporte são os objetivos do Viva Rio com o projeto.

Pérolas Negras chegam ao Brasil para ficar

Os Pérolas desembarcam no Rio de Janeiro no fim deste mês de dezembro e vêm para ficar. Os jogadores estarão provisoriamente instalados em um Centro de Treinamento (CT) localizado em Miguel Pereira, no Centro-Sul Fluminense, e formarão uma equipe mesclada com atletas brasileiros para disputar os campeonatos realizados no país. A partir de 2016, todos passarão a fazer parte da competitiva vitrine de atletas que disputam as melhores colocações nos times nacionais e internacionais.

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A equipe sub-20 de futebol haitiana dos Pérolas Negras será a única estrangeira a se apresentar na próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior. A chamada “Copinha” será realizada entre os dias 2 e 25 de janeiro. Os atletas, com idade média de 18 anos, jogam dia 3 de janeiro, no estádio considerado uma reserva moral do futebol de raiz de São Paulo: o Conde Rodolfo Crespi, na Mooca.
A chave dos Pérolas Negras, segundo a Federação Paulista de Futebol (FPF), é a que tem mais “carisma” no campeonato. O anfitrião da Copinha é o Juventus da Mooca, o Moleque Travesso, que não tem conseguido bons resultados. A equipe haitiana enfrenta ainda o São Caetano, que terá torcida presente. O América-MG completa o grupo. O Pérolas, no entanto, deverá contar com o entusiasmo de torcedores, como ocorreu em 2015 em um mata-mata na Javari, com a chegada de curiosos para conhecer o time que tem tudo para ser o queridinho da competição.

 

Perfil da Academia Pérolas Negras
A Academia Pérolas Negras está localizada na região de Bon Repos, ao norte de Porto Príncipe. O complexo dispõe de quatro campos de futebol, uma piscina, uma área de ginástica e pode acomodar até 110 atletas – meninos e meninas – que lá vivem, estudam e se tornam profissionais de futebol. Os atletas são supervisionadas por uma competente equipe técnica. Formar atletas haitianos, promover os talentos locais em competições internacionais, aumentar a empregabilidade dos técnicos, perpetuar o legado do futebol no Haiti e, acima de tudo, promover a inclusão social e a cidadania a partir do esporte. Estes são os objetivos do Viva Rio com o projeto.
Segundo o diretor executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, “os jovens ficam de segunda a sábado na Academia. Treinam de manhã e à tarde e fazem cinco refeições por dia”. Ele acrescentou que o Centro de Treinamento começou a ser construído em 2009, mas foi afetado pelo terremoto de 2010. “Recuperamos o trabalho e terminamos as obras em julho de 2011”.
Como se trata de uma equipe amadora, a expectativa é a de que eles consigam atrair a atenção dos clubes brasileiros, recebam oportunidades para jogar no país e, assim, se profissionalizem para viver do esporte. O convite para a participação na Copinha foi concretizado após conversas entre o Viva Rio, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), a Federação do Haiti e a FPF. A intenção da equipe é usar a competição como “vitrine” para os jogadores.

Até hoje, o clube fez três viagens internacionais. Esteve na Noruega em 2013 e no Brasil duas vezes, no ano passado e neste ano, ambas para disputar torneios amadores. O Pérolas Negras tem times a partir de 12 anos, mas não dispõe de uma equipe profissional. Essa é uma das preocupações, já que os atletas que vão jogar a Copinha estão prestes a atingir a idade limite da última categoria (sub-20).

 

Texto: Celina Côrtes | Foto: Vitor Madeira

Jogador dos Pérolas Negras recebe troféu de destaque do campeonato

O camisa 7 dos Pérolas Negras, Saint-Duc Steev Selso, recebeu o troféu de destaque do campeonato da Copa da Amizade. Esta foi a primeira vez que a equipe participou do evento, uma confraternização esportiva entre as nações com uma troca de experiências e culturas. Mas, no último jogo da fase classificatória o time haitiano sofreu a derrota por 1 a 0 para a Portuguesa. O resultado foi o suficiente para tirar a equipe sub-15 dos Pérolas Negras (projeto executado pelo Viva Rio no Haiti) da disputa da XVIII Copa da Amizade Brasil-Japão.

 

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Disputarão as quartas de final da copa, neste domingo (23): Flamengo, Fluminense, Santos, Corinthians, Vasco, Botafogo, Osasco e Cruzeiro. O Flamengo, que venceu os Pérolas Negras no último sábado (22), foi o clube com a melhor campanha na primeira fase da competição, com 100% de aproveitamento, o Rubro-Negro tem a melhor defesa do campeonato, com nenhum gol sofrido e o segundo melhor ataque com 9 gols marcados.

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De acordo com o técnico haitiano, Rafael Novaes, “o nervosismo pode ter causado a desclassificação”. Atualmente, 27 meninos treinam na sub-15 da equipe haitiana. O projeto compartilha da mesma essência que criou a Copa da Amizade Brasil-Japão de Futebol, em 1998, ao incentivar a participação dos jogadores em competições internacionais. Para o técnico do time, Rafael Novaes, a participação em torneios que promovem o intercâmbio cultural marca positivamente a vida dos jogadores que foram representar o Haiti no exterior.

“Eles se tornam mais patriotas, além de promoverem o desenvolvimento técnico/físico e psicológico em situações de competição, colocando em prática tudo aquilo que ensinamos no cotidiano de trabalho da academia”, apontou Rafael Novaes. O técnico informou que, por conta dessa participação constante em torneios internacionais, “foi identificado um crescimento nos meninos que já passaram por essa experiência anteriormente, pois se tornaram mais autoconfiantes e passaram a valorizar ainda mais outros aspectos fora de campo”.

(Texto: Flávia Ferreira | Foto: Vitor Madeira) 

Pérolas Negras seguem firme e aposta na classificação

A pequena, mas entusiasmada, torcida haitiana fez barulho no Centro de Futebol Zico com bandeiras, gritos de guerra e corneta. Esta é a primeira vez que a equipe participa do evento, uma confraternização esportiva entre as nações com uma troca de experiências e culturas. A derrota por 2 a 0 para o Flamengo, no segundo jogo, não desanimou a equipe sub-15 do time haitiano Pérolas Negras (projeto executado pelo Viva Rio no Haiti), que disputa a XVIII Copa da Amizade Brasil-Japão.

Uma das integrantes da torcida, Joana Medina acredita que os Pérolas Negras estão “firmes e fortes” para a próxima fase. Entre os gritos de “aleeeeeee Haiti” e “make!” (marca em português), ela acredita que a equipe haitiana chegará à final. O pensamento de Joana é sinérgico ao do diretor executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, e do técnico do time, Rafael Novaes. Ambos acreditam na classificação.

Foto: Vitor Madeira | Viva Rio

Foto: Vitor Madeira | Viva Rio

“Pegamos uma chave muito difícil e, de cara, jogamos com duas equipes fortes (Atlético e Flamengo), então os meninos ficaram nervosos, mas é possível virar o jogo”, disse Rubem. Mesmo com a derrota para os rubro-negros (tetra campeões na competição), a equipe haitiana ainda pode se classificar para a segunda fase com um resultado positivo em cima da Portuguesa. O jogo entre os dois times será realizado amanhã (22), às 16h. Serão classificadas as duas melhores equipes de cada uma das cinco chaves. No primeiro dia da Copa da Amizade, o Pérolas Negras bateram o Atlético Mineiro por 2 a 1, com gols do camisa 11 haitiano, Mac Garrey Jones, e do camisa 9, Modestin Esteeve.

Atualmente, 27 meninos treinam na sub-15 da equipe haitiana. O projeto compartilha da mesma essência que criou a Copa da Amizade Brasil-Japão de Futebol, em 1998, ao incentivar a participação dos jogadores em competições internacionais. Para o técnico do time, Rafael Novaes, a participação em torneios que promovem o intercâmbio cultural marca positivamente a vida dos jogadores que foram representar o Haiti no exterior.

Foto: Vitor Madeira | Viva Rio

Foto: Vitor Madeira | Viva Rio

“Eles se tornam mais patriotas, além de promoverem o desenvolvimento técnico/físico e psicológico em situações de competição, colocando em prática tudo aquilo que ensinamos no cotidiano de trabalho da academia”, apontou Rafael Novaes. O técnico informou que, por conta dessa participação constante em torneios internacionais, “foi identificado um crescimento nos meninos que já passaram por essa experiência anteriormente, pois se tornaram mais autoconfiantes e passaram a valorizar ainda mais outros aspectos fora de campo”.

(Texto: Flávia Ferreira | Foto: Vitor Madeira)

Pérolas Negras balançam a rede na Copa da Amizade

A equipe sub-15 da Academia de Futebol Pérolas Negras, projeto executado pelo Viva Rio no Haiti, venceu por 2 a 1 o primeiro jogo da fase classificatória da XVIII Copa da Amizade Brasil-Japão, nesta quinta-feira (20), contra o Atlético Mineiro. Esta é a primeira vez que a equipe haitiana participa do evento, uma confraternização esportiva entre as nações com uma troca de experiências e culturas, que será realizada até o dia 25 de agosto no Centro de Futebol Zico (CFZ).

O nervosismo inicial da estreia na competição foi superado quando o camisa 11 haitiano, Mac Garrey Jones, carimbou a rede atleticana sem chance de defesa. O segundo gol, que consagrou a primeira vitória da equipe em um torneio internacional, foi marcado pelo camisa 9, Modestin Esteeve, após sofrer um pênalti.

Para o atacante Mac Garrey, a vitória legitimou o trabalho técnico e tático que é realizado no Haiti. “Estou emocionado com essa conquista e por ajudar a minha equipe a conquistar a vitória. Eu fiz o que meu treinador mandou que foi atacar a bola em direção do gol sempre que possível”.

Até o apito final, o diretor executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, não quis arriscar um palpite do placar. “Eu sabia que seria difícil porque o Atlético Mineiro tem uma equipe muito boa e não tinha certeza sobre a reação dos atletas haitianos durante a primeira competição internacional que participam, mas o jogo mostrou que somos capazes de ir muito longe”, celebrou Rubem .

A expectativa inicial da comissão técnica haitiana, que era deixar entre as equipes, os dirigentes e os organizadores do campeonato uma boa impressão do trabalho realizado, se mostrou tangível. Para o coordenador técnico da Copa da Amizade Fernando Vannucci “os jogadores dos Pérolas Negras têm muita garra para participar da competição, principalmente porque o Atlético é uma das equipes mais fortes do torneio”.

Atualmente, 27 meninos treinam na sub-15 na Academia de Futebol Pérolas Negras. O projeto compartilha da mesma essência que criou a Copa da Amizade Brasil-Japão de Futebol, em 1998, ao incentivar a participação dos jogadores em competições internacionais. Para Rafael Novaes, a participação em torneios que promovem os intercâmbios culturais marcam positivamente a vida dos jogadores que foram representar o Haiti no exterior.

“Eles se tornam mais patriotas, além de promoverem o desenvolvimento técnico/físico e psicológico em situações de competição, colocando em prática tudo aquilo que ensinamos no cotidiano de trabalho da academia”, apontou Rafael Novaes. O técnico informou que, por conta dessa participação constante em torneios internacionais, “foi identificado um crescimento nos meninos que já passaram por essa experiência anteriormente, pois se tornaram mais autoconfiantes e passaram a valorizar ainda mais outros aspectos fora de campo”.

As disputas

A Copa da Amizade será disputada em quatro fases: a primeira é classificatória, de 20 a 22 de agosto seguida de quartas de final (dia 23), semifinal (24) e final (25). Nesta sexta-feira, os Pérolas Negras jogam contra o Flamengo e no Sábado contra a Portuguesa.

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Ao todo, 20 equipes participam do torneio. Além da equipe Pérolas Negras, competem: Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Osasco F.C., Avaí F.C., CFZ de Brasília, Bangu, Audax, Portuguesa, Boa Vista, Kashima Antlers (Japão), Antlers Norte (Japão), Antlers Tsukuba (Japão), J League (Japão).

De acordo com Zico, o torneio serve de base para a seleção brasileira por contar com a presença de clubes de grande expressão nacional e internacional. “Participar de uma competição como essa é uma grande oportunidade. Alguns jogadores que passaram por aqui foram para a seleção brasileira, como o Jô. Isso inspira a participação de outras equipes”, diz ele, lamentando não ter verba para trazer mais do que quatro equipes.

A Copa é disputada anualmente e foi criada originalmente para promover a integração entre os jogadores brasileiros e nipônicos. O nome do torneio foi sugerido pelo vice-presidente do CFZ, Antônio Simões da Costa, que participou do processo de concepção da Copa junto com Zico e o subdiretor de marketing do clube japonês Kashima Antlers, Takashima. Na ocasião, o Kashima Antlers possuía um contrato com o Centro de Futebol Zico que previa uma estadia de dez dias no Rio para treinar no clube.

(Texto: Flávia Ferreira | Foto: Vitor Madeira)

Pérolas Negras participam pela primeira vez da Copa da Amizade

A equipe sub 15 da Academia de Futebol Pérolas Negras, projeto executado pelo Viva Rio no Haiti, é a mais nova estrela da XVIII Copa da Amizade Brasil-Japão que será realizada entre os dias 20 e 25 de agosto, no Centro de Futebol Zico (CFZ). Esta é a primeira vez que a equipe haitiana participa do evento, uma confraternização esportiva entre as nações com uma troca de experiências e culturas.

O técnico dos Pérolas Negras, Rafael Novaes, informou que a equipe haitiana está empolgada para disputar a Copa, principalmente 17 dos 19 atletas, que disputarão uma competição internacional pela primeira vez. “É importante para os meninos vivenciarem competições como essa, enfrentando os melhores do Brasil e Japão. A transferência de aprendizado agrega muito ao processo de evolução do atleta, futuramente essa experiência adquirida será fundamental na vida esportiva e também pessoal”.

A expectativa da comissão técnica é de poder deixar entre as equipes, os dirigentes e os organizadores do campeonato uma boa impressão do trabalho realizado. “Espero que possamos fazer com que as pessoas não falem apenas dos problemas sociais do Haiti e das lembranças do dia 12 de janeiro de 2010, quando o país foi devastado pelo terremoto, mas que exaltem nossos talentos, nosso trabalho e os nossos Pérolas”.

A participação nesta competição é encarada como uma oportunidade de os atletas serem vistos pelos olheiros do futebol e terem a chance de realizar o sonho de jogar em um clube brasileiro. Algumas revelações do futebol haitiano são promessas de bons resultados, como os goleiros Elien Gooly e Alan Jerome; o lateral-direito Etiene Jolicoeur Junior; o meio-campista Etiene Valdo; e o atacante Selso.

Idealizador da competição e ídolo do futebol brasileiro, Zico espera uma desempenho positivo da equipe haitiana. “Me falaram que é uma seleção forte e disposta a superar os outros clubes”, disse.
São 27 meninos os atletas desta categoria que treinam na Academia de Futebol Pérolas Negras. O projeto compartilha da mesma essência que criou a Copa da Amizade Brasil-Japão de Futebol, em 1998, ao incentivar a participação dos jogadores em competições internacionais. Para Rafael Novaes, a participação em torneios que promovem os intercâmbios culturais marcam positivamente a vida dos jogadores que foram representar o Haiti no exterior.

“Eles se tornam mais patriotas, além de promoverem o desenvolvimento técnico/físico e psicológico em situações de competição, colocando em prática tudo aquilo que ensinamos no cotidiano de trabalho da academia”, apontou Rafael Novaes. O técnico informou que, por conta dessa participação constante em torneios internacionais, “foi identificado um crescimento nos meninos que já passaram por essa experiência anteriormente, pois se tornaram mais autoconfiantes e passaram a valorizar ainda mais outros aspectos fora de campo”.

As disputas
A Copa da Amizade será disputada em quatro fases: a primeira é classificatória, de 20 a 22 de agosto seguida de quartas de final (dia 23), semifinal (24) e final (25). São 20 equipes, divididas em cinco chaves independentes: A, B, C, D e E. Além da equipe Pérolas Negras, participam desta edição do torneio: Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Osasco F.C., Avaí F.C., CFZ de Brasília, Bangú, Audax, Portuguesa, Boa Vista, Kashima Antlers (Japão), Antlers Norte (Japão), Antlers Tsukuba (Japão), J League (Japão).

De acordo com Zico, o torneio serve de base para a seleção brasileira por contar com a presença de clubes de grande expressão nacional e internacional. “Participar de uma competição como essa é uma grande oportunidade. Alguns jogadores que passaram por aqui foram para a seleção brasileira, como o Jô. Isso inspira a participação de outras equipes”, diz ele, lamentando não ter verba para trazer mais do que quatro equipes.

Zico critica a falta de apoio da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) que, segundo ele, não abre datas para a realização da competição. “Temos clubes que participam com a equipe reserva”, conta. Ele também afirma que o Brasil passa por um problema sério na revelação de craques. “É mais fácil você gastar R$ 300 mil mensais para dar a condição para essa base do que depois ter que investir R$ 50 milhões para contratar gente de fora. Fazendo isso você pode ter quatro ou cinco revelações de cada categoria, mas hoje isso não acontece”.

A construção do CFZ Rio, em 1995, foi a concretização do sonho de Zico. Tudo foi pensado para dar mais conforto aos atletas que ele treinava. “Eu tinha um time de garotos e eles jogavam pelo Rio de Janeiro, mas não tinha um campo aqui na Barra para eles treinarem. Então consegui esse terreno e armei um lugar aqui”.

A Copa é disputada anualmente e foi criada originalmente para promover a integração entre os jogadores brasileiros e nipônicos. O nome do torneio foi sugerido pelo vice-presidente do CFZ, Antônio Simões da Costa, que participou do processo de concepção da Copa junto com Zico e o subdiretor de marketing do clube japonês Kashima Antlers, Takashima. Na ocasião, o Kashima Antlers possuía um contrato com o Centro de Futebol Zico que previa uma estadia de dez dias no Rio para treinar no clube.

(Texto: Flávia Ferreira | Foto: Vitor Madeira)